Malha ferroviária

Malha Ferroviária no Brasil em 2020: O que é e como funciona?

Como e por onde transportar grandes cargas em uma longa distância? Com certeza, podem ser encontradas algumas respostas para essa pergunta, mas a que se apresenta mais eficaz é pelas ferrovias. Sistema de transporte baseado em trens passando por trilhos previamente dispostos, a malha ferroviária no Brasil e no mundo é o transporte terrestre com maior capacidade para levar cargas. 

Esse modelo de carregamento é comum em regiões altamente industrializadas, como a Europa, o extremo leste da Ásia e ainda em outros lugares populosos, como a Índia, por exemplo. Já em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, as ferrovias foram deixadas de lado para o maior crescimento das rodovias, como você verá ao decorrer do presente artigo.

Diante desse cenário, não perca tempo e descubra agora mesmo tudo sobre a malha ferroviária no Brasil e em todo o mundo. Continue a leitura e conheça mais sobre a história das ferrovias, como elas chegaram ao Brasil e a sua implantação, motivos para que as ferrovias tenham sido preteridas em relação às rodovias em determinado momento e também como esse cenário pode mudar nos próximos anos. 

Malha ferroviária 

Malha ferroviária

A criação e a utilização das primeiras ferrovias estão diretamente ligadas à Primeira Revolução Industrial, que ocorreu entre os séculos XVIII e XIX na Inglaterra. Inicialmente, as locomotivas usadas eram movidas a vapor, gerado pela queima de carvão e chegavam a atingir uma velocidade de até 70 km/h.

Devido a sua grande inovação para a época, rapidamente as malhas ferroviárias se espalharam para outros lugares do mundo. Com isso, é preciso pontuar que com exceção do Reino Unido, que foi o local de criação do sistema, os demais países tiveram os Estados unidos como o principal financiador da criação de ferrovias.

Outro fator de grande destaque da utilização da malha ferroviária e locomotivas para o transporte de cargas e pessoas é o fato do custo por tonelada transportada ser baixo. Apesar disso, os valores gastos para a construção e conservação das linhas férreas são um pouco elevados. 

Atualmente, já é possível encontrar o transporte ferroviário em todos os continentes do planeta, mas como já citado anteriormente, em diferentes níveis de desenvolvimento. Para se ter uma ideia, já existem modelos de trens que conseguem atingir até 250 km/h durante o transporte de carga ou pessoas, como os TGVs, por exemplo. 

Malha ferroviária no Brasil 

Malha ferroviária no Brasil

A história da malha ferroviária no Brasil começa, por sua vez, no final do século XIX, mais precisamente em 1854 com a inauguração da ferrovia que ligava o Porto de Mauá, na Baía de Guanabara, a Serra da Estrela, no caminho de Petrópolis. Essa obra foi realizada pela Imperial Companhia de estradas de ferro, tendo uma extensão de 14,5 km.

Nos anos seguintes também passaram a ser criadas linhas férreas no Recôncavo Baiano, Nordeste e, em grande maioria, no estado de São Paulo que se apresentava em franco desenvolvimento por conta da economia cafeeira que tinha se instaurado na região. Infelizmente, muitas dessas ferrovias não possuíam o mínimo de planejamento, sendo criadas apenas para satisfazer os interesses comerciais do momento.  

Após isso, no período entre os anos de 1870 e 1920, o Brasil presenciou o auge do desenvolvimento da sua malha ferroviária, chegando a marca de 6.000 km por década de crescimento. Mesmo com esse avanço, a partir de 1920, como a criação e evolução das tecnologias aplicadas nos automóveis, as ferrovias entraram numa fase de estagnação, tendo marcas desse processo até hoje, como você verá no próximo tópico do artigo.

Atualmente, a Região Sudeste concentra quase metade (47%) das ferrovias do país, enquanto as Regiões Norte e Centro-oeste, juntas, concentram apenas 8%.

Porque o Brasil não usa as ferrovias? 

Porque o Brasil não usa as ferrovias?

O início da parada da malha ferroviária no Brasil teve como marco o governo  do presidente Juscelino Kubitschek que priorizou a abertura de rodovias e o estabelecimento de multinacionais de automóveis no país. A partir disso, as ferrovias foram cada vez mais abandonadas, chegando em muitos casos a ficarem inutilizadas.  

Além desse fato, para diversos especialistas do ramo, um dos principais fatores de entrave do desenvolvimento ferroviário no país é a falta de continuidade nos projetos de planejamento logístico do país. Isso porque a construção de uma ferrovia é um projeto de longo prazo, que exige continuação, o que pouco ocorre no Brasil com as trocas de governo, que muitas vezes preza pelo abandono de projetos antigos em nome de renovação da agenda.

Também é considerado um problema o prazo das concessões ferroviárias no Brasil. Atualmente esse período dura apenas 30 anos, o que é muito curto quando pensamos que o planejamento de uma ferrovia chega a durar 60, 70 anos. Isso inviabiliza que empresas se tornem as concessionárias das linhas.  

Novos rumos 

Novos rumos

O ano de 2020 começou com mudanças significativas quando consideramos o transporte ferroviário. O ministério da Infraestrutura, por meio do ministro Tarcísio Freitas, anunciou que a participação das ferrovias na matriz do transporte brasileiro deve passar de 15% para 30% em seis anos. 

Nesse mesmo pronunciamento, o ministro também anunciou a licitação de projetos de três ferrovias, que em conjunto com outras ações governamentais, pretendem diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias e também uma redução no custo do frete, além do fato de proporcionar uma “revolução no agronegócio brasileiro”.

Além de todas essas novidades, o governo também promete um investimento de R$ 30 bilhões para ampliar toda a malha ferroviária no Brasil, passando pela implementação de mais balanças ferroviárias, que fazem a diferença para diminuir risco de acidentes. Saiba mais sobre esse assunto clicando aqui

Conclusão

De uma forma geral, a história das ferrovias no Brasil é muito parecida com a de outros países que também estão em desenvolvimento, onde as rodovias são privilegiadas em relação à malha ferroviária. Mesmo assim, os últimos anos têm mostrado um sinal de mudança nesse cenário, havendo uma maior busca pelo transporte pelos trilhos.

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