
Entenda a importância das ferrovias para o transporte de milho no Brasil
O Brasil é um dos principais produtores e exportadores de milho do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos e da China. Dentro do país, o milho tem uma posição de grande destaque, com uma safra que compõe cerca de 40% do total da produção de grãos. Por este cereal ser destinado tanto para abastecer o mercado interno quanto para exportações, o transporte de milho no Brasil é um processo decisivo para a economia do país.
Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE, em 2019, a safra de milho no país atingiu o valor recorde de 102,6 milhões de toneladas. Enquanto parte dessa produção foi destinada ao mercado interno do Brasil, quase metade foi exportada. Mais especificamente, 43,2 milhões de toneladas, rendendo US $7,34 bilhões. Este valor coloca o milho como o 5º produto que o país mais exportou durante o ano em questão.
Antes de aprender sobre o transporte de milho no Brasil, vamos conhecer quais são os principais pontos da produção nacional deste grão..
Índice do Conteúdo
Produção de milho no Brasil

O Centro-Oeste é a região brasileira de maior produtividade de milho, com números maiores que a soma da produção do grão das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Em 2019, a produção da região totalizou 56,8 milhões de toneladas, o que é cerca de 55% de toda a safra nacional.
Em segundo lugar fica o Sul, com 21,6 milhões de toneladas de milho. Vale destacar que esses valores são expressivos mesmo considerando que a região possui uma área de plantio de milho três vezes menor que a área utilizada no Mato Grosso: 3,7 milhões de hectares contra 9,2 milhões de hectares.
O Mato Grosso mantém a posição de maior produtor de grãos do país. O caso do milho não é diferente: em 2019, o estado produziu 31,5 milhões de toneladas, gerando uma receita de R $11,8 bilhões.
Pensando em municípios que se destacaram, Sorriso (MT) contribuiu com 3,1 milhões de toneladas. Rio Verde, em Goiás, fica na segunda posição, com 2,3 milhões de toneladas. Por fim, Jataí (GO), também é um dos municípios de maior produção de milho, com 1,6 milhões de toneladas.
Sistema de transporte de grãos

Agora que já conhecemos os principais números da produção nacional, vamos entender como funciona o carregamento e descarregamento dos vagões ferroviários para o transporte de milho no Brasil.
O primeiro passo é a realização de um estudo sobre a carga que será transportada para determinar qual tipo de vagão será o mais adequado.
Escolhido o vagão, ele deverá ser levado até a área de pesagem. Vale lembrar que é importante medir o peso do vagão vazio antes de pesá-lo com a carga, para poder determinar a diferença. Para conhecer mais sobre os processos de pesagem de vagões, acesse nosso artigo sobre o assunto.
No caso do milho, o carregamento do vagão costuma ser feito ou por estruturas dos próprios armazéns, como as moegas, ou por algum outro veículo, como tratores e caminhões.
Depois que chegar ao destino, o descarregamento de grãos também é geralmente realizado por moegas. Nesse caso, abre-se uma saída para a carga na parte inferior do vagão para que os grãos possam chegar até o equipamento, onde é realizada mais uma pesagem.
Importância do modal ferroviário

Como foi possível perceber no primeiro item, o milho é um dos alicerces do agronegócio brasileiro. Além de ter um papel muito importante na exportação, é um alimento muito utilizado para a nutrição humana e, sobretudo, para a fabricação de ração animal.
Por isso, um aspecto determinante no crescimento econômico relacionado a este ramo é o modo como é feito o transporte de milho no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da USP e o United States Department of Agriculture (USDA), em 2019, o principal modal de transporte do grão no país foi o rodoviário, com 69%. As ferrovias ocupam o segundo lugar com 21% e, por fim, o transporte hidroviário, com 10%.
No entanto, em relação aos números de 2010, o modal rodoviário diminuiu enquanto o ferroviário e o hidroviário aumentaram. Isso mostra que o transporte rodoviário tem perdido espaço no mercado.
A preferência por investimentos na infraestrutura ferroviária poderia ser uma solução mais lucrativa por causa da possibilidade de transportar grandes volumes de carga realizando poucas viagens. Além disso, o transporte rodoviário está sujeito a muitas estradas de baixa qualidade que resultam na perda parcial de carga durante a viagem, além de causar atrasos que prejudicam o estado dos grãos.
Outra vantagem do modal ferroviário é que grande parte das zonas portuárias, por onde são feitas as exportações, já possuem vias férreas. O obstáculo seria conseguir investimentos para conectar de modo mais eficiente as regiões produtivas a estes pontos.
Como é feito o transporte do milho

A primeira etapa para determinar o modo de transportar o milho é realizar um estudo logístico para conhecer bem a natureza e os valores da carga, assim como as alternativas de transporte. Para isso, leve em consideração a origem e o destino da sua carga para decidir as possíveis rotas.
Se você está realizando o transporte de milho no Brasil, é bem provável que os meios de transporte serão variados, isto é, o processo poderá envolver modais diferentes até chegar ao local de descarregamento. Analise as suas opções antes de decidir qual é a mais adequada.
O modal rodoviário exige alguns cuidados especiais. Em primeiro lugar, certifique-se de escolher um caminhão com um baú adequado para transportar grãos: aqueles com carroceria dos tipos graneleiro e basculante são as mais eficazes. Inspecione bem o local onde a carga irá ser colocada para identificar antecipadamente possíveis problemas, como fungos e buracos. Na hora de escolher a rota, considere a situação das estradas, para evitar perdas de carga e atrasos.
Ainda outra sugestão é evitar o uso de sacos para armazenar o milho, pois isso pode atrasar o processo de carregamento e descarregamento.
Por outro lado, se você optar pelo transporte ferroviário, o processo pode ser mais simples. No entanto, é igualmente essencial estudar o volume da carga, a distância do trajeto e os tipos de vagões para aprimorar ao máximo a logística do seu negócio.
Conclusão
O agronegócio é uma das bases da economia brasileira. Um dos grandes responsáveis por isso é o milho, que é uma das principais commodities nacionais. Por essa razão é muito importante pensar em maneiras de otimizar o transporte de milho no Brasil.
Uma solução que pode superar alguns dos desafios logísticos do país é o investimento em outros modais, como o ferroviário, para que o transporte de milho no Brasil não seja tão dependente do rodoviário. Desse modo, o milho e qualquer outro setor produtivo pode atingir potenciais maiores, fortalecendo a economia do país como um todo.
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Fontes: