
Portos do Pará: Importância para a economia da região
O segundo maior estado do Brasil em extensão ainda é um dos estados mais esquecidos quando se trata de discutir transporte e exportação no país. Isso porque o Brasil é um país que não está acostumado a modelos de exportação como os dos portos do Pará.
Isso ocorre devido a um entrave evidente na infraestrutura econômica da região, e mais especificamente como o que é produzido e movimentado por lá pode passar por uma lógica mais eficiente e integrada com outros estados. Afinal, o Pará tem uma semelhança muito grande com o próprio país, com uma região litoral extensa, diversas fronteiras convenientes, rios que atravessam toda a sua longa geografia, que permitem uma conexão tanto com o que é exportado quanto com o que é movimentado dentro da sua região.
Por isso mesmo, como poderemos ver mais adiante, os portos do Pará não só guardam imensa importância para o país como também tem capacidade de ampliar ainda mais os seus próprios limites.
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Principais portos do Pará

Uma das principais qualidade dos portos do Pará está no seu litoral. Os portos que já construídos como também aqueles que estão em fase de aprovação (com projetos sendo criados desde 2020) demonstram a importância da produção de minério e outros produtos que são exportados no norte do país.
Dentre os portos já construídos, o de Belém, o mais antigo com mais de um século de idade, é central para entender como funciona a base da exportação pelo mar nos portos do Pará. Em 2011, chegou a exportar 919 milhões de dólares, com produtos que variavam entre castanha, bauxita, minério-de-ferro, madeira e borracha. É também um porto que possui terminal e transporte de pessoas que, apesar de possuir apenas 10% da sua área dedicada para isso, funciona ativamente há muitos anos, gera empregos e ajuda milhares de pessoas todos os dias a atravessarem regiões de difícil acesso.
Outro porto do Pará, que não possui transporte de pessoas, mas é o maior porto do estado é o Porto de Vila do Conde, localizado na região de Ponta Grossa. Comprovadamente aumentando a economia de uma região com PIB já altíssimo no estado, também foi responsável pelo aumento do IDH no local, devido ao sucesso notável das atividades do porto. Com uma das posições mais privilegiadas de todos os portos do Pará, é um grande indicador de como algo foi projetado e construído a pouco tempo (o porto foi construído há apenas 37 anos!) carrega grande potencial para todos.
Assim como o Porto de Santarém, construído em 1970, em um projeto que visava melhorar as condições precárias do local, que mesmo sendo bastante conveniente por estar conectado ao estado do Amazonas, ainda passava por dificuldades de movimentação de carga. Carga essa que envolvia gasolina, madeira, óleo diesel e farinha de mandioca.
Terminais hidroviários
O Pará é um estado com muitos privilégios, com saída para o oceano, também sendo banhado por diversos rios que o atravessam, acaba permitindo uma integração multimodal com diversas regiões.
Isso porque para além dos portos do Pará, o estado também possui terminais hidroviários, como o Terminal de Santarém, o Terminal de Curuá e o já mencionado Terminal de Belém, que juntos fazem parte desse sistema fundamental para a região. Talvez possa parecer diferente para alguém não acostumado a transitar por uma região com rios que conectam todo o estado, mas para quem vive se movendo dessa maneira, a integração multimodal acaba sendo um sonho de melhorar o próprio modo de vida.
Por isso mesmo, diversos projetos estão sendo analisados para que essa situação seja aproveitada o máximo possível por todos os brasileiros. Como o projeto da integração da ferrovia Norte-Sul com os portos do Pará.
Esses dois projetos, com propostas simples mas práticas, são perfeitos para demonstrar como funciona o problema atual da movimentação de carga no país, de como isso pode ser facilmente superado, através de ideias concretas e reais. Se tratando de um país de tamanha extensão, é um grande desperdício não pensar nas maneiras de integrar os sistemas e ferramentas disponíveis no mercado, para que a logística possa triunfar e aperfeiçoar os meios de vida, como o Porto de Vila do Conde faz.
Portos do pará e sua integração logística com ferrovias

Outro exemplo de como as coisas estão mudando e melhorando no estado são os novos projetos de integração. Assim como os projetos de construção de portos e de integração entre ferrovias e hidrovias, há também os projetos de integração que acarretam todos os modos, organizando também as rodovias dentro de um mesmo conjunto que se integra.
Um dos mais ambiciosos é o Ferrogrão, que tem como objetivo conectar o Estado do Pará até o Estado do Mato Grosso, ligando principalmente a região sudeste do primeiro Estado até a capital do segundo, Cuiabá. Somente a ideia de algo tão grande sendo produzido pode já criar a esperança de um Brasil mais conectado, pois juntamente com as rodovias, uma ferrovia de tamanha extensão, capaz de conectar os estados dessa maneira, seria capaz de equilibrar as commodities movimentadas pelas regiões.
Nesse sentido, a ferrovia de Carajás é absolutamente importante para o projeto, pois parte dela será integrada ao projeto, demonstrando como tudo se trata de trabalhar com o que se tem e ampliar tudo a partir disso.
Pois, como todos sabem, o Brasil é um país de longa extensão que sofre com custos altos com as rodovias. Talvez, com uma integração tão positiva, finalmente as rodovias deixarão de ser sobrecarregadas.
A MASSA no Pará
Por isso mesmo, podemos perceber que para que os meios de movimentação e transporte no país possam prosperar, é preciso investir em tecnologia de ponta. A MASSA oferece soluções altamente eficientes em diversas ferrovias do Brasil, inclusive na ferrovia de Carajás!
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